Utilizado para reajustar grande parte dos contratos imobiliários, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) recuou 1,10% em abril e atingiu a menor taxa mensal desde 1989, início da série histórica. No acumulado do primeiro quadrimestre deste ano, a taxa ficou negativa em 0,36%, e nos 12 meses, atingiu 3,37%.
O levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) foi calculado com base na variação de preços constatados entre os dias 21 de março e 20 deste mês.
Entre os três componentes do IGP-M, o que mais influenciou a queda foi o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que passou de variação negativa de 0,17% para uma retração de 1,77%. E, no conjunto desse segmento, o destaque foi o grupo de matérias-primas brutas, que apresentou uma diminuição de 5,22% ante uma baixa de 0,05%.
Já o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), com peso de 30% no IGP-M, desacelerou a alta a 0,33% em abril, depois de ter avançado 0,38% no mês anterior. Segundo a FGV, a principal contribuição partiu do grupo Habitação, que desacelerou a alta a 0,02%, ante 0,84%, com destaque para tarifa de eletricidade residencial.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que também é usado para calcular o IGP-M, mas com peso menor do que os outros subíndices, também registrou taxa de variação de -0,08%. No mês anterior, variou 0,36%.
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