Campo Grande (MS) – Nesta sexta-feira (19.5), a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems) lança o Guia Prático de Cuidado para Familiares de Pacientes com Transtorno Mental, produzido a partir da pesquisa de Simara de Souza Elias, no mestrado em Ensino em Saúde, em conjunto com a orientadora da pesquisa, professora doutora Ednéia Albino Nunes Cerchiari, da Urms, e o professor doutor João Baptista de Almeida Júnior, do Centro Universitário Salesiano de São Paulo (Unisal), de Campinas.
O lançamento acontece às 17h, no bloco G da Uems, em Dourados, e contará com a presença dos autores do guia e do coordenador do programa de Mestrado em Ensino em Saúde da Uems, professor doutor Rogério Dias Novato.
Luta Antimanicomial
O Guia Prático de Cuidado para Familiares de Pacientes com Transtorno Mental tem o pré-lançamento hoje (18.5), em Campo Grande, durante o Ato Público pelo Dia Nacional da Luta Antimanicomial, realizado pelo Conselho Regional de Psicologia. A ação acontece, às
O Movimento Nacional da Luta Antimanicomial, também conhecido como Luta Antimanicomial, faz uma exigência prática que os hospícios sejam substituídos por outros serviços capazes de garantir dignidade e liberdade aos portadores de transtornos mentais. “A inclusão da família, nos serviços substitutivos ao hospital psiquiátrico como os CAPS’s, torna-se um desafio, seja pelo fato da família apontar a necessidade de internação prolongada como resposta as suas sobrecargas ou por se sentirem sozinhas frente ao cuidado no espaço doméstico”, comenta a professora doutora Ednéia Albino Nunes Cerchiari (Uems).
O Guia
O Guia traz orientações e cuidados que profissionais e familiares devem ter com o paciente com Transtorno Mental em casa. Sua elaboração partiu de relatos colhidos durante a pesquisa de mestrado, quando Simara de Souza Elias percebeu as dificuldades enfrentadas pelas famílias no acolhimento desse paciente, após a alta hospitalar. “Existe uma dificuldade no entendimento em relação ao diagnóstico e principalmente em relação ao tratamento, a sequência que é preciso dar após a alta hospitalar. O Guia mostra como é importante o papel da família nesse contexto”, conta Simara.
Ela ainda explica que antigamente existia uma cultura de que o paciente com Transtorno Mental deveria permanecer hospitalizado durante meses e sair do convívio da família. “Hoje o paciente é acompanhado pelo CAPS (Centro de Atenção Psicosocial) e a família participa desse processo”, afirma Simara.
O Guia fala sobre Equizofrenia e Transtorno Afetivo Bipolar, especificamente, mas as orientações também servem para pessoas com outros transtornos como depressão, distúrbios alimentares, dependência química e demência. A publicação do Guia acontece em parceria com a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect). Exemplares serão distribuídos nos Conselhos Federal e Regional de Psicologia e nos CAPS de Campo Grande e Dourados.
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