Campo Grande (MS) – Governadores do Consórcio Brasil Central (MS, MT, GO, DF, RO, TO e MA) cobram do Governo Federal a presença maciça das Forças Armadas e de tropas federais nas fronteiras do País. Nesta sexta-feira (4.8), o assunto foi discutido por integrantes do bloco em Campo Grande. Para os governadores, a medida é fundamental no combate ao crime organizado, que atinge os grandes centros do Brasil como São Paulo e Rio de Janeiro.
“Queremos fortalecer com a União aquilo que falei com o presidente Michel Temer na última segunda-feira (31 de julho): queremos uma unidade entre o Governo Federal e os estados na fronteira do Brasil para trabalharmos juntos, policiais estaduais e federais, para diminuirmos a entrada de armas e drogas no Brasil”, destacou Reinaldo Azambuja.
O governador sul-mato-grossense esteve em Brasília (DF) nesta semana para entregar ao presidente o documento “Importância dos Investimentos em Segurança Pública nas Fronteiras do Brasil com o Paraguai e a Bolívia”, que mostra, em dados estatísticos, a fragilidade da segurança nas fronteiras e reforça o pedido do envio das tropas federais a Mato Grosso do Sul. Na oportunidade, o presidente se comprometeu em enviar uma Comissão formada por integrantes dos ministérios da Defesa e da Justiça e Segurança Pública para verificar a situação nas fronteiras.
O Presidente do Consórcio Brasil Central, o governador Marconi Perillo (Goiás) revelou que defende a presença federal nas fronteiras há pelo menos quatro anos. “Eu apoio integralmente essa iniciativa do governador Reinaldo Azambuja. Os estados não podem continuar arcando sozinhos com a responsabilidade das fronteiras que são nosso maior problema de segurança”, afirmou.
Para ele, grande parte dos crimes cometidos no Brasil está ligada às drogas e armas contrabandeadas. “Defendo que um terço do efetivo das Forças Armadas possam ser deslocados para as fronteiras, em água, ar e terra. As drogas e armas entram pelos países vizinhos e os governos estaduais não têm condições de controlar. Se nós conseguirmos fechar minimamente as fronteiras do Brasil nós vamos reduzir o fluxo de drogas e de armas fortemente aqui no País”, completou Perillo.
O governador de Rondônia, Confúcio Moura, lembrou que, recentemente, tropas federais foram enviadas ao Rio de Janeiro e que essa metodologia de trabalho deve ser replicada nos estados fronteiriços do Brasil. “Forças Armadas, PRF, PF e polícias estaduais, juntas, trabalhando não de uma maneira aleatória, mas sim inteligente e integrada. Assim tem que ser o trabalho nosso”, reiterou. Para ele, a união de esforços em torno dessa temática é uma das grandes pautas do Consórcio Brasil Central.
“Sabemos que o cuidado das fronteiras é de competência da União Federal, o tráfico de drogas internacional é de competência da União Federal, a entrada de armas no Brasil é da União Federal. O que nós estamos buscando é a unidade na ação das nossas agências de segurança”, lembrou o governador de Mato Grosso, Pedro Taques. Ele e Reinaldo Azambuja ainda pontuaram que as forças policiais de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás já trabalham com troca de informações dos sistemas de inteligência, e que a meta é integrar todos os estados membros do consórcio Brasil Central.
Mais Recente de Blog
O handebol de Aparecida do Taboado viveu mais um fim de semana de grandes conquistas na
O esporte de Aparecida do Taboado voltou a ser motivo de orgulho para toda a população.
A Feira do Produtor de Aparecida do Taboado viveu uma noite de cultura, lazer e valorização
A Casa do Trabalhador de Aparecida do Taboado conta atualmente com 105 vagas de emprego disponíveis,
Mato Grosso do Sul registrou 12.803 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 9.686 foram

