A visita a Mato Grosso do Sul do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), que ocorreu nesta sexta-feira (4), foi rápida e silenciosa. Ele chegou e saiu da cidade sem dizer qualquer palavra à imprensa sobre a 24ª fase da Operação Lava Jato, que mirou o ex-presidente Lula (PT), obrigado a prestar depoimento à Polícia Federal.
Temer esteve em Campo Grande para participar de encontro de desembargadores de tribunais de justiça do País, que ocorreu no Hotel Deville, e, em seguida, reunião com a cúpula do PMDB em MS. Estava definido que o vice-presidente não falaria com a imprensa no hotel, mas no saguão do diretório, após a reunião com os peemedebistas.
No entanto, cercado por seus seguranças, Michel Temer seguiu até seu veículo oficial sem trocar qualquer palavra com a imprensa, que tentou acompanhá-lo até o carro, gerando até um princípio de tumulto. Até o ex-governador do Estado, André Puccinelli (PMDB), tentou intermediar uma entrevista, mas não houve acordo.
A visita do vice-presidente aconteceu horas depois da deflagração da fase da Lava Jato, que colocou o ex-presidente Lula no alvo das investigações. Houve busca e apreensão em seu apartamento, em São Paulo, e ele foi levado para depor. A expectativa era que o vice-presidente comentasse sobre isso e as demais recentes notícias envolvendo o governo do qual faz parte.
Havia também a expectativa que Temer falasse sobre a situação do governo, que foi, na quinta-feira (3), envolvido diretamente nos relatos do senador Delcídio do Amaral, que teria aceitado acordo de delação premiada. O senador teria dito que Dilma Rousseff (PT) tentou, por pelo menos três vezes, interferir nas investigações.
A agenda do vice-presidente em Mato Grosso do Sul terminou com a reunião no PMDB. Lá, ele pediu apoio dos peemedebistas do Estado na eleição do diretório nacional, na qual tenta a reeleição.
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