O abono de R$ 200 concedido aos servidores estaduais está dentro do possível e da legalidade, disse o governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB). Na quinta-feira (31), o Executivo Estadual propôs o abono, que vai variar de 4,4% a 20% de reajuste nos salários dos servidores. O aumento, no entanto, não agradou todas as categorias, como é o caso dos policiais civis, que pedem 20,20% de reajuste.
Reinaldo disse que o governo está se aproximando do limite de gastos da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), no índice que se refere a gastos com pessoal. “Se o Estado ultrapassar, sofrerá algumas sanções”, disse. Segundo ele, a grande maioria dos trabalhadores receberá mais de 4%, apenas “alguns que têm salários maiores receberão menos”.
“O que o governo propõe agora é o possível, estamos em uma situação de crise econômica, com escassos recursos”, disse, lembrando que a gestão anterior concedeu um “pacote de bondades”, em 2014, antecipando a data-base. Mesmo com o aumento já anunciado, o governador diz que continuará dialogando com todos os segmentos.
Nesta manhã de sexta-feira , policiais civis aderiram a uma paralisação de 12 horas. Eles pedem melhorias nas condições de trabalho, além do reajuste de 20,20%.
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