Depois de mais de doze horas de sessão, que começou na terça-feira (24) e entrou pela madrugada, o Congresso Nacional manteve 20 vetos presidenciais, entre os quais, o que trata da Lei da Repatriação (nº 13.254/2016 ) de dinheiro do exterior.
A proposta prevê uma partilha de recursos – oriundos de multa e imposto – sobre a repatriação de divisas. Com o veto presidencial, o valor da multa fica excluído da partilha, sendo destinado apenas à União.
Para o presidente da Assomasul, Juvenal Neto (PSDB), ao vetar o projeto, a presidente Dilma jogou uma ducha de água fria nas pretensões dos prefeitos que estavam na expectativa de incluir na receita dos municípios o montante de R$ 9,8 bilhões de um total de R$ 40 bilhões que o governo federal irá repatriar do exterior.
É que a presidente sancionou com vetos o projeto de lei da Câmara , aprovado pelo Senado em dezembro, chamado Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária de recursos, bens ou direitos de origem lícita no exterior.
O dinheiro saiu do país pelas mãos de políticos e empresários, principalmente, que usaram, para isso, métodos fraudulentos para evitar o pagamento de impostos, em especial.
MULTA
Ao todo, foram vetados 12 dispositivos do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 186/2015, aprovado pelo Senado em dezembro e que permite a reintegração de recursos enviados ao exterior. Um deles é o que permitia o retorno ao Brasil de objetos enviados de forma lícita, mas não declarada, como joias, metais preciosos e obras de arte.
Outro veto eliminou do texto a possibilidade de parcelamento do pagamento da multa, com a justificativa de que essa permissão concederia “tratamento diferenciado a contribuintes inadimplentes”. A presidente Dilma Rousseff rejeitou ainda o trecho que permitia o regresso de recursos no exterior que estão no nome de terceiros ou “laranjas”.
O veto (VET 4/2016) também removeu do texto um dos pontos que mais geraram polêmica: a previsão de que só estaria proibido de aderir ao regime de repatriação quem tivesse sido definitivamente condenado pela Justiça.
Outro trecho vetado é o que dava garantia de que a multa aplicada na repatriação fosse destinada a estados e municípios. A senadora Ana Amélia (PP-RS) lamentou as perdas para os municípios com a não aplicação da multa na composição do imposto de renda.
Mais Recente de Blog
A Prefeitura de Aparecida do Taboado, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizará uma ampla
Um homem de 35 anos foi socorrido na tarde de domingo (03), em Aparecida do Taboado,
A Casa do Trabalhador de Aparecida do Taboado conta atualmente com 57 vagas de emprego disponíveis,
Para valorizar a tradição e impulsionar economia regional, o governo Eduardo Riedel participou na sexta-feira (1)
A segunda-feira (4) será de tempo firme em Campo Grande e na maior parte de Mato

