O governo federal vai investir R$ 470 milhões para manter o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), do Exército, no ano de 2017. Com o Sisfron, é possível fiscalizar uma faixa de 17 mil quilômetros de fronteira com 10 países sul-americanos.
Na última semana, o ministro da Defesa Raul Jugmann visitou o centro de controle do Sisfron, em Dourados (MS). Em toda a América do Sul, o Brasil só não faz divisa com Chile e Equador, o que representa um desafio para a segurança nacional. O avanço do crime organizado na região, que compreende áreas de selva amazônica, é uma das principais preocupações das autoridades e onde atuam 21 mil militares atualmente.
Na década de 1950, mil profissionais exerciam a missão de garantir a tríade “integridade nacional, soberania e defesa da pátria” nos 9.762 quilômetros de fronteira brasileira da região com Venezuela, Colômbia, Peru e Bolívia. Nessa faixa, as Forças Armadas exercem o chamado poder de polícia em 150 quilômetros, por meio de 24 pelotões e um efetivo de 1,5 mil militares de todo País.
Armamentos
Além disso, a região ainda abriga grupos dissidentes, como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Segundo o ministro da Defesa, o arsenal de armas das Farc, pode inclusive chegar às facções criminosas responsáveis pela atual crise no sistema penitenciário brasileiro.
“Com o acordo de paz (descumprido), o arsenal deles está ficando uma de parte na mão dos dissidentes ou mesmo não sendo entregue. Essas armas podem vir a chegar aos nossos centros metropolitanos, agravando a crise de segurança (pública no país)”, ponderou.
Além disso, as tropas militares enfrentam diariamente a pesca ilegal, o tráfico de armas, contrabando, garimpo ilegal, dragas nos rios, imigração ilegal, desmatamento, infrações ambientais, pistas de pouso ilegais, extração ilegal de madeira e tráfico de animais silvestres.
“Tudo isso que ocorre na fronteira vai impactar nos grandes centros urbanos do nosso país e com organizações criminais fomentando”, disse o general Antonio Miotto. Segundo ele, o tráfico internacional de animais silvestres paga valores exorbitantes por uma espécie rara ou em extinção, como a jiboia, que chega a ser negociada por US$ 1,5 mil; a cobra coral verdadeira, por US$ 31 mil e a arara-azul que pode valer US$ 60 mil, com destinos a países europeus e aos Estados Unidos.
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