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?Grupo vai promover campanhas de doação de sangue e medula óssea

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      Aparecida do Taboado (MS) – Sensibilizadas diante da luta de uma amiga para vencer o câncer, Terezinha Aparecida Ferraz Beato e a filha Mônica Beato se uniram e se tornaram mobilizadoras do Projeto ‘Seja um Herói – Salve Vidas’, criado em Fernandópolis e reconhecido em toda a região. Somente no ano passado, através dele, foram captadas 9.302 bolsas de sangue e feitos 3.622 cadastros de doadores de medula.

      Na tarde desta quarta-feira (8), as mobilizadoras organizaram a primeira reunião do grupo com a presença do fundador do projeto, Cláudio José dos Santos Azevedo; do secretário de Saúde, Márcio Garcia Galdino; membros do Rotary Club e imprensa local.

      Segundo Terezinha, o objetivo é conscientizar os aparecidenses sobre a importância da doação de sangue e do cadastro mundial de medula óssea, mobilizando doadores aparecidenses através de campanhas que deverão ocorrer mensalmente a partir de setembro em parceria com o Hemocentro de Paranaíba e o Hemosul de Campo Grande.

      O secretário Márcio se comprometeu em viabilizar o transporte de doadores até Paranaíba nos dias de coleta de sangue. A imprensa fará a divulgação local e o Rotary Club, com apoio das mobilizadoras e apoiadores farão a arregimentação dos doadores, “além de ajudar sem olhar a quem, a gente nunca sabe quando também vai precisar. Nosso intuito é criar uma rede de doadores cadastrados e manter a rotatividade de doadores, realizando campanhas mensais. Formaremos uma grande rede em favor da vida”, explicou Terezinha.

 

Projeto

      O projeto ‘Seja um Herói – Salve Vidas’ existe desde 2013, quando o pequeno João Pedro, filho de Cláudio, precisou de um transplante de medula para se livrar da leucemia, que já o acometia desde 2009. No entanto, mesmo tendo encontrado um doador, João ficou fragilizado pela doença e a morte do garoto, aos 8 anos de idade, fez com que o pai, diante da situação, desse continuidade ao movimento em prol de tantas outras vidas que puderam e ainda poderão ser salvas através do projeto.

     “Embora muitos dizem que não, na minha visão deu essa luta deu muito certo. A história do meu filho mostrou que promover campanhas de conscientização vale a pena. O João conseguiu o que mais queríamos, que era um doador, acontece que sua fragilidade e agravantes da doença o impediram de prosseguir. Deus nos mostra a cada dia que tudo deu certo sim, mas chegou o momento em que o João, após cumprir sua trajetória na terra, precisou descansar. O que fica de mais bonito em tudo é que meu filho deixou um legado, ele foi um batalhador e sei que daqui alguns anos, a Ingrid e a Isadora terão orgulho em dizer que o irmão delas foi um anjo que passou na terra e que através dele, muitas vidas poderão ser salvas”, diz Cláudio.

 

 

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