/

?Jary assume a Secretaria de Administração e diz que desafios serão superados com paciência e bom senso

5 minutos de leitura

      Aparecida do Taboado (MS) – Responsável pela gestão de pessoas, patrimônios, compras e licitações da Prefeitura Municipal, Jary Augusto Silva vem respondendo interinamente pela pasta de Administração desde o dia 12 de julho, depois do secretário Kaiser Carlos Correa ter sido afastado por suposto envolvimento em esquema de fraude no concurso público 001/2018 realizado no dia 24 de junho.

      Jary assume o posto de uma das Secretarias mais importantes dentro da Administração, mas não esmorece diante dos desafios. Recém-formado em Direito, ele diz que vai primar pela legalidade e transparência, já adiantando a importância de manter um bom relacionamento com o Poder Legislativo, “os vereadores são peças fundamentais para a Administração e pretendo estreitar cada vez mais os laços com cada um deles, valorizando a importância que cada um tem para o setor público, em prol de realizar um trabalho sério, honesto e transparente”, detalhou, deixando transparecer um comportamento político, além de técnico.

      Olhando com cautela para os desafios que ele tem pela frente, Jary se faz otimista, “é na Secretaria de Administração que tudo começa e onde tudo termina. Vou trabalhar para fazer um bom trabalho e conto com o apoio de uma equipe dedicada formada por funcionários de carreira que conhecem muito do setor público e estão me dando o suporte necessário. Tenho certeza de que os desafios serão superados, sempre na medida do possível”, enfatizou.

      Ele elencou as 3 principais dificuldades imputadas à pasta: o problema estrutural e pessoal do Terminal Rodoviário; a ampliação do Cemitério Municipal e a agilidade nos trâmites licitatórios, sendo o último, classificado por ele, o que mais precisa de atenção no momento.

      Jary diz que são necessários mais de R$ 500 mil para realizar a devida reforma do Terminal Rodoviário. Além disso, resolver o quadro de servidores do local, que é deficitário, segundo ele, também é um desafio, “o município não dispõe dessa quantia. A saída seria através de emenda parlamentar de deputados e senadores ou de verba impositiva dos vereadores. Em um último momento, mas não menos importante e eu até já estou trabalhando nisso, buscar, talvez, uma parceria público-privada. O prefeito tem se esforçado para resolver esta questão e temos até projetos realizados neste sentido, mas faltam recursos. Tenho esperança de que em 2019 tiramos essa obra do papel. Já para sanar a falta de pessoal, chamar as pessoas que passaram no concurso vigente é uma alternativa, mas no momento não podemos porque a folha já está impactada”, falou.

      Já sobre a ampliação do Cemitério Municipal, que segundo ele precisa ocorrer o quanto antes dada a falta de espaço para novos enterros no local, Jary esbarra na falta de uma equipe multidisciplinar para fazer o loteamento de uma área adquirida na década de 90 – na gestão do [ex] prefeito Antônio Vicente de Queiroz Filho – para esta finalidade, “a área está lá, pronta para ser utilizada. Mas precisamos, entre outras coisas, fazer o loteamento e não temos condições nesse momento. Não dá para prever um prazo, mas acredito que ainda este ano consigamos solucionar o impasse”, falou, otimista.

      Por fim, a morosidade do Setor de Licitação tem sido – e é há muitos anos – um problemão para a Secretaria. Jary diz que falta agilidade nos processos e um planejamento por parte dos órgãos gestores, “a equipe desse setor trabalha muito. Não falta agilidade por parte do funcionário. O que falta é planejamento dos setores para que os processos licitatórios sejam mais ágeis, ou seja, precisamos investir, talvez, na capacitação de gestores e servidores públicos de todas as áreas da Administração para que o funcionamento dos órgãos públicos não pare por conta de uma licitação. É preciso se antecipar. Eu vejo dessa forma e é nisso que vou tentar trabalhar porque a população, muitas vezes, não entende como funciona o processo de compras. Fica difícil explicar porque falta isso ou aquilo”, justificou.

      E Jary acabou apontando outra questão: “é importante ressaltar também que grande parte dos problemas do setor são gerados pelo fornecedor ou por uma empresa que vence determinado certame. Na hora de entregar o produto final, falta ou entrega com qualidade inferior ao que deveria. Ou então, noutras vezes, o fornecedor não cumpre os prazos e tem empresa que desiste no meio do serviço, aí precisamos começar tudo de novo. É uma burocracia sem fim e os prazos precisam ser respeitados até por uma questão de legalidade”, esclareceu.

      O secretário interino ainda não deixou de salientar que Aparecida do Taboado, além de amargar queda na arrecadação, sofreu o impacto de perder aproximadamente R$ 600 mil depois da greve dos caminhoneiros, “foram impostos que deixaram de ser arrecadados, causando um déficit ao erário. Isso nos prejudicou demais”, afirmou.

      No entanto, ele encara o novo desafio com bastante seriedade e diz que paciência e bom senso tanto por parte dos servidores, quanto da população e vereadores, serão fundamentais para enfrentar as dificuldades, “vai dar tudo certo no final”, garante ele.

 

Perfil

      Aos 44 anos, Jary Augusto Silva é Bacharel em Turismo e Direito. Já presta serviço à Prefeitura de Aparecida do Taboado há 11 anos, sempre como cargo comissionado, mas iniciou a carreira na vida pública em Paranaíba, como técnico em estatística sanitária.

      Em 2014, quando exercia a função de Diretor de Turismo em Aparecida do Taboado, foi eleito Presidente do Fórum de Dirigentes e Secretários de Turismo de Mato Grosso do Sul.

      Atualmente, ele acumula três importantes funções na Prefeitura Municipal, exercendo o cargo de secretário interino de Administração, de Diretor do Procon Municipal e de Diretor de Turismo e Meio Ambiente, mas tem se dedicado na maior parte do tempo à primeira de suas responsabilidades.

Deixe um comentário

Your email address will not be published.

Mais Recente de Blog

Isso vai fechar em 0 segundos