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Morte de jovem de 21 anos em Campo Grande é investigada por suspeita de intoxicação por metanol

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A morte de um jovem de 21 anos, morador de Campo Grande, está sendo investigada pelas autoridades sob suspeita de intoxicação por metanol, em um caso que pode ser o primeiro registrado em Mato Grosso do Sul. As informações iniciais foram divulgadas pelo site Campo Grande News.

Segundo o portal, o rapaz chegou consciente à UPA Universitário no fim da tarde de quinta-feira (2), relatando náuseas, mal-estar gástrico e vômitos escuros. Amostras de sangue e urina foram coletadas para análise no Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal).

Ainda conforme o registro policial, familiares relataram versões diferentes sobre a origem da bebida ingerida. O boletim de ocorrência menciona consumo de whisky e cachaça nos dias anteriores, mas parentes informaram que ele teria adquirido uma garrafa de pinga na quarta-feira (28), misturado com suco, e amanhecido no dia seguinte já passando mal. O jovem foi atendido pelo Samu e encaminhado para a UPA, onde entrou às 18h20.

Inicialmente estável, ele foi classificado com a cor amarela e aguardava no saguão quando apresentou uma convulsão. Encaminhado para a sala vermelha, sofreu duas paradas cardiorrespiratórias e não resistiu, tendo o óbito confirmado às 19h53.

O frasco da bebida foi retido pela unidade de saúde e, segundo protocolo, amostras foram encaminhadas para análise toxicológica no Lacen (Laboratório Central). A Polícia Civil também recolheu outros recipientes de bebidas na residência da vítima, no Jardim Colibri.

Em nota oficial, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde) e da SEJUSP (Secretaria de Justiça e Segurança Pública), informou que acompanha o caso, que está sendo apurado pela Polícia Civil, através da DECON (Delegacia de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo).

As investigações preliminares envolvem registros de possíveis crimes de perigo comum, falsificação ou adulteração de substância alimentícia, além da morte decorrente de fato atípico. O corpo passou por exame necroscópico e as amostras estão em análise.

De acordo com a SES, o prazo estimado para a conclusão dos exames complementares é de até 30 dias. Até o momento, não há confirmação da presença de metanol.

O Governo do Estado lamentou o ocorrido, manifestou solidariedade à família da vítima e reiterou que todas as medidas necessárias estão sendo adotadas para o completo esclarecimento dos fatos.

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