A população de gado bovino em fazendas brasileiras cresceu e atingiu o recorde de 215,2 milhões de cabeças em 2015, com um aumento de 1,3% sobre 2014. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O crescimento de 2015 foi o maior desde 2011 e representa uma aceleração após a queda causada pela seca de 2012 e a variação próxima de zero registrada em 2013 e 2014. Em uma análise regional, o número de animais cresceu mais no Norte (2,9%) e teve queda no Nordeste, com -0,9%.
O Centro-Oeste teve variação de 2,1% e continua a ser a região que concentra a maior criação, com 33,8% da participação nacional. O IBGE aponta que a região conta com “grandes propriedades destinadas à criação de bovinos e produtores especializados, possuindo clima, relevo e solo favoráveis à atividade, como também grandes plantas frigoríficas que têm impulsionado o abate em larga escala”.
Mato Grosso é o estado com a maior criação de gado, com 13,6% do total nacional. Ainda da região Centro-Oeste, entre os cinco primeiros colocados, Goiás aparece em terceiro e Mato Grosso do Sul em quarto, com 10,2% e 9,9% do total.
Nos últimos anos, o Sul e o Sudeste do País têm registrado estagnação da bovinocultura de corte, enquanto a produção de bovinos tem se deslocado para o Norte. A atração é explicada em parte pelo IBGE por conta dos baixos preços das terras, disponibilidade hídrica, clima favorável, incentivos governamentais e abertura de grandes plantas frigoríficas.
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