Após amargar o fechamento de 16 unidades ao longo dos últimos quatro anos em decorrência da crise econômica, retração de consumo e forte concorrência de mercado, setor frigorífico volta a investir no abate de bovinos em Mato Grosso do Sul, com investimentos estimados de R$ 20 milhões na construção e ampliação de dois empreendimentos no Estado.
Com a entrada em operação destas plantas entre o fim deste ano e meados de 2017 — situadas em Santa Rita do Pardo e Chapadão do Sul e com capacidade para abater, respectivamente, 300 e 700 cabeças de gado por dia —, a expectativa é de geração de 450 empregos diretos nos dois municípios, conforme projeção repassada pela Associação de Matadouros, Frigoríficos e Distribuidoras de Carnes do Estado de Mato Grosso do Sul (Assocarnes-MS).
“Tivemos 16 unidades com SIF (Serviço de Inspeção Federal) fechadas no Estado e destas, uma está sendo retomada e a outra é uma unidade pequena, mas nova. A retração ainda persiste, estamos com falta de oferta de animais acabados para abate, demanda fraca e o processo de oferta no mercado está em baixa, mas vislumbramos uma perspectiva de melhora para os frigoríficos no Estado”, avalia João Alberto Dias, presidente da Assocarnes.
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