O presidente da OAB nacional, Claudio Lamachia, pedirá nesta sexta-feira (4) ao STF (Supremo Tribunal Federal) acesso à íntegra da delação do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) e afirmou que as novas revelações podem levar a Ordem a apresentar novo pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Em depoimento à força-tarefa da Operação Lava Jato, o senador afirmou que a presidente Dilma Rousseff usou sua influência para evitar punição de empreiteiros, ao nomear o ministro Marcelo Navarro para o STJ (Superior Tribunal de Justiça).
"Se confirmados estes fatos, fatos gravíssimos, nossa instituição não faltará ao Brasil e tomará as providências necessárias. Até mesmo a abertura de impeachment", afirmou Lamachia em coletiva nesta quinta (3), na sede da OAB de São Paulo.
Lamachia disse que, assim que tiver acesso à delação, convocará uma reunião extraordinária do conselho da OAB para definir como a instituição atuará.
A OAB requereu ao juiz Sergio Moro, na semana passada, acesso aos autos da Operação Lava Jato para avaliar a possibilidade de um pedido de impeachment da presidente da República.
Classificando como "deboche" o retorno de Delcídio ao Senado e os termos de sua delação como "fatos gravíssimos" , Lamachia afirmou que "tudo que está acontecendo no Brasil nos leva à certeza que vivemos uma crise ética e moral sem precedentes na República".
"Se os fatos forem verdadeiros, estamos diante de uma verdadeira agressão ao Estado democrático de direito", disse.
O presidente da OAB em São Paulo, Marcos da Costa, afirmou que a falta de homologação da delação de Delcídio pelo ministro do STF Teori Zavascki "não invalida a importância das denuncias". "Elas devem ser, sim, apuradas."
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