Em meio às perspectivas de mudanças nas regras para aposentadoria, preocupação e incerteza tomam conta do cotidiano de campo-grandenses que pretendem solicitar o benefício.
O temor de ser obrigado a trabalhar por mais tempo do que o previsto pela atual legislação para conseguir o valor integral ou de ver a iminente reforma na Previdência Social reduzir o valor da pensão agora é assunto constante entre famílias.
Enviada ao Congresso Nacional no dia 5 de dezembro pelo presidente Michel Temer, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência Social prevê, entre outros pontos, idade mínima de 65 anos para homens e mulheres se aposentarem e tempo mínimo de contribuição de 25 anos.
No entanto, para aposentar-se com o benefício integral, o trabalhador precisará contribuir durante 49 anos ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
As novas regras, se aprovadas, valerão para homens com idade inferior a 50 anos e mulheres com menos de 45 anos.
Quem está acima desta idade se enquadra na regra de transição e não precisará cumprir a idade mínima de 65 anos, mas terá que contribuir com 50% sobre o tempo que falta para se aposentar e também terá uma redução do valor do benefício com base nos anos de contribuição.
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