Dilma Rousseff (PT) deve ser afastada definitivamente da Presidência da República com votos favoráveis de ampla maioria dos senadores, conforme cálculo do senador sul-mato-grossense Waldemir Moka (PMDB). Ele acredita que, dos 81 senadores, entre 59 e 61 votem a favor do impeachment da petista.
"Pelo que já andei conversando e ouvindo aqui, a minha expectativa é de no mínimo 59 votos a favor e no máximo 61. Meu número é 60, mas pode ser que um vote contra, e outro vote a favor, então tem essa margem de erro", comenta Moka.
O senador peemedebista é um dos favoráveis ao impeachment de Dilma, e refuta os questionamentos de que se trata de um golpe. "Essa será a quinta vez que vou votar sobre essa questão. Como isso pode ser golpe? É uma sessão presidida pelo presidente da Suprema Côrte", argumenta.
A primeira vez que Moka votou foi a admissibilidade do processo que chegou da Câmara ao Senado, depois houve mais duas votações na comissão. A última aconteceu em plenário, na pronúncia de Dilma. Ontem (29), Dilma foi ouvida no Senado e, hoje (30), começa o debate sobre a votação final.
Tenho muita convicção de que Dilma cometeu sim crime de responsabilidade fiscal. Sem falar em toda essa confusão que o governo dela criou, envolvendo Petrobras, falta de credibilidade e confiança, instabilidade política. Deixou o país à deriva. É um somatório", frisa o senador, que durante a oitiva de Dilma, preferiu não realizar perguntas.
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