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Sexta-feira 13: a superstição e o misticismo em torno da data

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    Aparecida do Taboado (MS) – Hoje é sexta-feira 13, a primeira do ano de 2017. Uma data rodeada de crendices, mitos e verdades para alguns. As superstições sobre este famigerado dia englobam o medo de gato preto, espelho quebrados, não passar pode debaixo das escadas, entre outras. O encontro do 13 com a sexta-feira é repleto de lendas e capaz de deixar os mais supersticiosos de cabelo em pé, mas, para outros é só uma data qualquer no calendário. 
    A aparecidense Helen Christina Oliveira Ciriaco Pontel, é uma das muitas pessoas que não acreditam que o gato preto possa trazer azar nesta sexta-feira, 13, muito pelo contrário, ela crê que ele possa espantar o mal olhado. “Nossa gata deu cria de quatro gatinhos, mas só um nasceu preto e os outros todos siameses, resolvemos ficar com o Tifu, para ele espantar o azar de casa, e vem dando muito certo. Não acredito nessa história que cruzar com o gato preto em uma sexta-feira 13 possa dar azar para a pessoa, isso é apenas uma superstição. Gato preto é sorte”, garante ela. 
    Para Ana Carolinna N. Santos, as superstições podem resultar em implicações do dia a dia. “Minha avó me ensinou desde pequena a não deixar o chinelo virado e a não passar debaixo de escadas, pois pode atrair morte e más vibrações, por este motivo, tento evitar”, relata ela. Carlos Aparecido, também acredita em superstições. “Meus pais diziam que bater na madeira três vezes afasta os males. E evitar contato direto com gatos pretos nesta data. Desde então procuro obedecer a estas superstições para não dar problemas”, afirma.

Origem da data
    O encontro do dia 13 com a sexta-feira é repleto de lendas e crendices. Como se não bastasse isso, o cinema norte-americano tratou de imortalizar esta data com uma sequência de filmes de terror protagonizada por Jason Voorhees, um serial killer que ataca nessa mesma data.
    Contudo, poucos sabem dizer qual é a verdadeira origem da “Sexta-feira 13”. De fato, as possibilidades de explicação para esta crença se encontram difundidas em diferentes culturas espalhadas ao redor do mundo. Uma das mais conhecidas justificativas dessa maldição conta que Jesus Cristo foi perseguido por esta data. Antes de ser crucificado em uma sexta-feira, o salvador das religiões cristãs celebrou uma ceia que, ao todo, contava com treze participantes.
    Outra explicação sobre essa data remonta à consolidação do poder monárquico na França, especificamente quando o rei Felipe IV sentia-se ameaçado pelo poder e influência exercidos pela Igreja dentro de seu país. Para contornar a situação, tentou se filiar à prestigiada ordem religiosa dos Cavaleiros Templários, que, por sua vez, recusou a entrada do monarca na corporação. Enfurecido, segundo relatos, teria ordenado a perseguição dos templários na sexta-feira, 13 de outubro de 1307.
    De acordo com outra história, a maldição da sexta-feira 13 tem a ver com o processo de cristianização dos povos bárbaros que invadiram a Europa no início do período medieval. Antes de se converterem à fé cristã, os escandinavos eram politeístas e tinham grande estima por Friga, deusa do amor e da beleza. Com o processo de conversão, passaram a amaldiçoá-la como uma bruxa que, toda sexta-feira, se reunia com onze feiticeiras e o demônio para rogar pragas contra a humanidade.
    Reforçando essa mesma crendice, outra história de origem nórdica fala sobre um grande banquete onde o deus Odin realizou a reunião de outras doze importantes divindades. Ofendido por não ter sido convidado para o evento, Loki, o deus da discórdia e do fogo, foi à reunião e promoveu uma enorme confusão que resultou na morte de Balder, uma das mais belas divindades conhecidas. Com isso, criou-se o mito de que um encontro com treze pessoas sempre termina mal.
    Apesar de tantos infortúnios associados a essa data, muitos a interpretam com um significado completamente oposto. De acordo com os princípios da numerologia, o treze – por meio da somatória de seus dígitos – é um numeral próximo ao quatro, compreendido como um forte indício de boa sorte. Além disso, indianos, estadunidenses e mexicanos associam o número treze à felicidade e ao futuro próspero. (Com informações de Rainer Sousa, Mestre em História).

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