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Atropelamento pode ter causado morte de Anta próximo à Inocência

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      Aparecida do Taboado (MS) – Quem percorre as rodovias da região Costa Leste de MS (Bolsão) está acostumado a ver animais mortos por atropelamento. Na tarde de ontem, domingo (25), equipe do Costa Leste News registrou uma Anta morta na rodovia Paranaíba – Água Clara, nas proximidades da rotatória que dá aceso à Inocência.

Anta morta na rodovia Inocência-Água Clara

      A cena chamou a atenção por ser um animal adulto, de grande porte, que pode ter sido morto por atropelamento, representando um grande risco para motoristas e ocupantes de veículos.

      No mesmo dia, por volta das 21horas, após ser atropelada por uma carreta no KM-145 da BR-267, uma Anta ( animal do sexo masculino) por pouco não provocou outros acidentes. A cena foi flagrada pelo site Nova Noticias que seguia pela rodovia no sentido a Casa Verde.

 

      É lamentável esse tipo de ocorrência porque tira a vida de animais indefesos, entretanto, por outro lado, denota uma fiscalização mais rigorosa por órgãos ambientais, já que animais como estes voltam a ser vistos com mais frequência na região, sinalizando que a fauna começa a se recuperar com a presença de animais que eram considerados em extinção.

      O fato serve de alerta para motoristas que usam as rodovias da nossa região para que redobrem a atenção a fim de evitar acidentes que, além de causar grandes prejuízos, podem, inclusive, causar a perda de vidas.

 

Anta

      É o maior mamífero terrestre do Brasil e o segundo da América do Sul, tendo até 300 kg de peso e 242 cm de comprimento. Se diferencia das outras espécies do gênero Tapirus por possuir uma crista sagital proeminente e uma crina. Apresenta uma probóscide que é usada para coletar alimento. É o último animal da megafauna na Amazônia e possui uma dieta frugívora, e tem um papel importante na dispersão de sementes, principalmente de palmeiras. Seus predadores são grandes felinos como a onça-pintada (Panthera onca) e a onça-parda (Puma concolor). É um animal solitário e vive em territórios de 5 km² de área, em média. A anta tem reprodução lenta, com uma gestação que pode durar mais de 400 dias e parem apenas um filhote por vez, que pesa entre 3,2 e 5,8 kg. Podem viver até 35 anos de idade.

      A anta é listada como vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais, mas seu estado de conservação varia ao longo de sua distribuição geográfica sendo crítica na Argentina, nos llanos da Colômbia e regiões da Mata Atlântica brasileira. Desapareceu no limite sul de sua distribuição geográfica, da Caatinga e das regiões próximas aos Andes.

 

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