Antes de deflagrar a guerra, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) mudou de estratégia, recolheu as armas e buscará apoiar o candidato de consenso dos deputados à presidência da Assembleia Legislativa. A preferência, no entanto, é por um parlamentar do PSDB por representar a maior bancada. Por enquanto, o atual presidente, deputado estadual Junior Mochi (PMDB) está sozinho na disputa pela reeleição.
O aliado do governador, deputado estadual Beto Pereira (PSDB) havia sido confirmado pelo chefe da Casa Civil, Sérgio de Paula, como o adversário de Mochi na corrida pela presidência da Assembleia. Na verdade, o parlamentar era “projeto piloto”, com intuito de se verificar a aceitação de outro nome. Tendo um presidente tucano, a gestão Azambuja teria governabilidade suficiente com a permanência do PMDB na base aliada para o plano de reeleição em 2018.
Na prática, Beto teria que articular o apoio da maioria dos parlamentares para vencer Mochi na eleição da Mesa Diretora. Além dos oito votos da sua bancada (Maurício Picarelli, Onevam de Matos, Rinaldo Modesto, Flávio Kayatt, Felipe Orro, Mara Caseiro e Ângelo Guerreiro), Beto ainda precisaria de cinco deputados a seu favor para se eleger, mas esbarrou na animosidade interna. Ao saber que deputado do PSDB poderia ser o adversário do atual presidente, Lídio Lopes chegou a reconsiderar votar pela reeleição de Mochi.
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