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Lama Asfáltica: “Laranja” com salário de R$ 1,3 mil tinha R$ 4 milhões em banco espanhol

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Romilton Rodrigues de Oliveira, apontado como “laranja” de João Roberto Baird na Operação Computadores de Lama, a 6ª fase da Lama Asfáltica, tinha salário de R$ 1,3 mil, porém mantinha conta em seu nome com mais de R$ 4 milhões no BBVA (Banco Bilbao Vizcaya Argentaria), banco espanhol e que também opera no Paraguai.

A ligação entre os dois foi constatada a partir de extratos do bancos encontrados no nome de Romilton na residência de João Baird. Romilton era funcionário de João Baird e da ex-mulher Neiva Dalpasqual, registrado como trabalhador rural.

Foram constatadas movimentação bancária, depósitos, transferências e pagamentos de cheques de Baird para Romilton. Os valores vão de R$ 35 mil, em 2009, a R$ 80 mil, em 2011.

A ligação entre os dois também ficou evidente a partir de retificações do Imposto de Renda transmitidas por Romilton e outro funcionário de Baird do mesmo computador e uma nota fiscal emitida por uma empresa de tratores para Baird com o CPF de Romilton.

Também foram encontrados créditos bancários de R$ 250 mil em 2012, sendo R$ 213 mil referentes a aquisições junto a João Baird, valores incompatíveis com as origens declaradas por Romilton. Também há registro de compra de mais de R$ 1 milhão em imóveis rurais sem origem e sem débitos correspondentes aos valores declarados nas contas do funcionário.

A Polícia Federal, a Controladoria-Geral da União e a Receita Federal foram as ruas na manhã desta terça-feira (27) para cumprir 4 mandados de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão em Campo Grande, Jaraguari, Dourados e Paranhos.

João Roberto Baird, André Luiz Cance e Antônio Celso Cortez estão presos. O advogado Tiago Bunnin, que defende Romilton, informou que seu cliente se apresentará amanhã, às 8h.

 

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