Vidros quebrados, infiltrações, mofo, ferrugem, instalação elétrica comprometida, serviços inacabados, materiais e equipamentos expostos ao tempo. Este é o cenário do Centro de Pesquisa e de Reabilitação da Ictiofauna Pantaneira – Aquário do Pantanal – cuja obra foi novamente paralisada esta semana.
O Correio do Estado esteve na obra, que até agora já consumiu R$ 123,46 milhões, mas tinha contrato inicial previsto em R$ 84 milhões, e confirmou o abandono total das instalações.
O forro da cápsula principal, por onde será o acesso dos visitantes não terminou de ser instalado. Esse corredor também é ocupado por aparelhos e equipamentos de climatização.
Em outros níveis do prédio é possível ver infiltrações no chão e nas paredes. Existem poças de água em diversos locais e o mais preocupante, aproximadamente nove placas de vidro da estrutura estão trincadas ou quebradas.
Estimativa do governo do Estado é de que seriam necessários mais R$ 50 milhões para conclusão da obra, que já consumiu 25% de verbas acima do previsto em aditivos.
O índice estabelecido pela Lei de Licitações foi concedido à Egelte Engenharia Ltda./Proteco Construções Ltda., durante a gestão do ex-governador André Puccinelli (PSDB). O aditivo deixou o contrato inicial de R$ 84 milhões em R$ 105,8 milhões, porém somados com o reajuste o valor total ficou em R$ 123.467.038,08.
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